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Não, não fiquei biruta e telescópios não são nenhuma espécie nova de aves. Também não é a versão astronômica do Mundo de Sofia. SOFIA é a sigla, em inglês, para Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha. É fantástico! A grande maravilha deste equipamento é que ele foi montado no interior de um 747, onde uma porta lateral se abre, deixando o telescópio à mostra, conforme é ilustrado na imagem abaixo, onde você poderá clicar e ver uma ampliação do detalhe.
Como? Você gostaria de uma ampliação de tudo? Então, basta ir no site da mãe da criança.
A principal vantagem desse tipo de montagem reside na precisão do aparelho, que faz observações no infra-vermelho distante, o tipo de observação que não poderia ser feito em terra, por causa da umidade atmosférica, já que a água absorve calor; e como radiações eletromagnéticas na faixa do infra-vermelho são basicamente calor (qualquer corpo acima do zero absoluto emana radiação infra-vermelha), as medições praticamente são inúteis. Assim, quanto mais se sobe, menos umidade você tem em suspensão, além do ar ficar cada vez mais rarefeito.
O espelho do SOFIA tem 2,5 metros de diâmetro. Parece pouco, não é mesmo? Pois, não é. O espelho primário do telescópio espacial Hubble mede 2,4 m de diâmetro. Com o SOFIA, os cientistas da NASA tiraram uma excelente fotografia de Júpiter:
Outras vantagens do SOFIA está na manutenção, pois estando num avião, ele pode ir e voltar mais facilmente e a um custo menor, apesar de ainda ser necessário telescópios orbitais, onde a absorção de radiação infra-vermelha é praticamente nula. Além do mais, a equipe educacional do SOFIA disponibiliza material educacional em seu site, e eu venderia a alma de todos os comentaristas do Cet.net ao Edir Macedo só para dar uma voltinha naquela fabulosa máquina voadora.
Watch live streaming video from telescopelive at livestream.com
Imagem ajuda a entender comportamento do corpo celeste.
Buraco negro está em galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra.
O Telescópio Espacial Chandra fez a primeira imagem em raios-X de gás cósmico sendo absorvido por um buraco negro. A fotografia ajuda astrônomos a entender o crescimento e o comportamento dos buracos negros, segundo a agência espacial americana (Nasa).
O buraco negro estudado fica no centro de uma grande galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra, conhecida como NGC 3115.
Estudos anteriores já tinham mostrados material sendo sugado pelo buraco, mas nunca antes uma imagem tinha deixado tão claro que se tratava de gás quente. Isso empolga os cientistas porque ajuda a medir o tamanho do buraco negro: ele tem uma massa cerca de dois milhões de vezes maior do que o nosso Sol.




